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Dicas de Viagem

postado dia 28/04/2016

Viagens da Maria - Copenhagen

2-Copenhagen  5-9 setembro 2015

 

Acho que descobri.  Pensei e pensei e tentei e tentei...  agora acho que sei por que está tão difícil escrever sobre Copenhagen:  não me emociona.   Além disto, nossa chegada aqui não foi muito feliz – não tanto por culpa da cidade mas, parafraseando meu herói Chapolin Colorado:  não contavam com a nossa falta de astúcia.  Quando fui comprar as passagens de trem, em Kiel, havia trens a cada hora.  Claro, o das 6:45 da matina era o que mais nos convinha pois nos daria uma boa parte do dia aqui e tínhamos planos de chegar e atacarmos os smorrebrod (os “o” deveriam ser cruzados ao meio mas minha maquina não me ensinou a fazer isto ainda.) e depois curtir a cidade.  Acontece que a noite que antecedeu a viagem foi muito mal dormida.  Preocupados com o horário de acordar,  com não perder o trem, estas coisas de quem não fez o mesmo percurso antes, dormimos muito mal.  E foi só na baldeação em Lübeck que consegui correr num boteco da estação e comprar um pãozinho para matarmos a fome.  E depois dormimos....eu queria ver a paisagem e não consegui. 

Meu marido e eu só acordamos por que a moça sentada do outro lado da mesinha começou a falar conosco que tínhamos de sair do trem pois era ilegal fazer o percurso marítimo ali embaixo.   ????? Viram nossas caras de   UHHH?  Pois tínhamos perdido a entrada do trem no ferry boat que faria a travessia até a Dinamarca .... pelo mar do norte.... e já sentíamos o barco – quer dizer, o trem – balançando quando conseguimos sair e subir para o andar de cima, que era o quinto, tendo passado ao lado dos 3 vagões do nosso trem e uns tantos outros caminhões de carga de um tamanho que me pareceu fatídico dentro de um ferry...  e lá em cima, um verdadeiro shopping center.  Mas sonolentos como estávamos, famintos como estávamos, com o humor ao nível do joelho, sentamos no barzinho na proa do navio e esperamos a desordem mental passar e foi passando à medida em que nos aproximávamos da costa.  Foi legal, reconheço, ainda que na hora mesma eu só queria estar na cama dormindo.

 

Não vimos o trem entrar, mas vimos o trem sair do ferry e continuar viagem.  E chegamos a Copenhagen (tendo a escrever com K por causa de nosso chocolate!), tomamos um taxi para o hotel e o encontramos fácil.  Chovia.

 Subimos para o quarto e, aí, o mau humor voltou com tudo.  Nosso quarto tem 12m2,  banheiro incluído.  Uma cama de casal de 1,60m de largura.  Uma pequena mesa.  Duas cadeiras - design.  Uns cabides na parede.  Um suporte para mala pequena.  E quando uma pessoa entra, a outra tem de subir na cama.  Nossas duas malas médias para grandes, nossas mochilas, casacos...só nas cadeiras pois o cabide da parede tem 4 cabides.  O quarto não tem nenhuma gaveta.  De formas que fui obrigada a abrir minha mala no chão, ao lado da cama, de onde tenho que tirar e botar roupa todo o dia.  Pior, à noite, tenho de cuidar para não meter o pé na jaca, quer dizer, na mala, se levantar no escuro para ir ao banheiro.  Um conforto!  Para dois velhinhos simpáticos como nós, esta não é a situação ideal.  Ainda mais considerando a minha dificuldade de dobrar os joelhos...Fosse antigamente, eu sentaria no chão,  posição de indiozinho e curtiria a muvuca.  Mas, no momento, do alto do fim da minha década dos 60, não estou podendo.  Isto para não falar mal do coitado do meu marido que, por causa dos meus joelhos, se sacrificou e  ficou com o lado da cama onde só se chega pulando por cima do meu lado ou, sendo gentil, se arrastando e contornando meus pés enquanto durmo....  Para resumir:  largamos tudo aqui, saímos a procura de uma casa de câmbio para poder comer.  Chovia de vez em quando, o vento era frio.  Nós com fome, perdidos nas ruas estreitas e tortas, que mudam de nome a cada curva... Conseguimos trocar dinheiro e passamos por um bistrô que foi a nossa salvação.

 

O hotel (Wake up Copenhagen) não é ruim.  É do tipo bom para jovens – que aliás são a maioria, de todas partes do mundo.  Todo ele é design pra cima e para baixo, o hall de entrada e sala de estar com cadeiras famosas e tudo muito bonito.  A sala de café da manhã também.  Alias, design é um must por aqui.  A Dinamarca se orgulha de ser o país do design funcional – o que a diferencia de outros centros de design.  E hoje, terça feira, fomos ao Museu do Design Dinamarquês e foi espetacular!  Mas, eu diria que o arquiteto que pensou este hotel não exagerou na preocupação funcional do ambiente para o hóspede.  É funcional para o hotel e para seus donos.  Há um mínimo de empregados, não há nenhuma regalia (precisamos imprimir nossos cartões de embarque para amanha e nos cobraram o equivalente a 5 euros por duas folhas!). A arrumação e limpeza dos quartos fica devendo.  Vou sugerir ao trip advisor que publique os m2 disponíveis para o hóspede bem como, ao lado de wifi grátis, banheiro, cama de casal, diga, também se tem armário e gavetas e lugar para as malas....

Bem, mais acalmados, resolvemos enfrentar a chuva, que ia e vinha,  bater pernas e ir até a Prefeitura – havíamos visto o seriado Killing, versão dinamarquesa original, na Netflix, em que a prefeitura aparece em várias cenas – e começamos a caminhar.  Mas a parte da cidade que tínhamos de atravessar é cheia de ruas que, quando envergam para a direita, mudam de nome e quando envergam para a esquerda, mudam de novo.  O mapa fornecido pelo hotel, simplificado e cheio de abreviações com as quais não estávamos familiarizados, nos complicou muito e chegou um momento em que eu achava que era pra cá e meu marido, pra lá e eu propus que cada um pegasse um mapa e apostássemos alguma coisa para ver quem chegava primeiro.  Era sábado de tarde, quase tudo fechado....pouca gente na rua.  Não conseguimos chegar na Rädhus e, de repente, estávamos de volta na praça que reconhecemos como vizinha do nosso hotel....  Foi depois disto que, no hotel, tracei metade da barra do chocolate que eu havia comprado na Alemanha e que é divino!  Só então me acalmei e fiz as pazes com Copenhagen.  Depois, caímos num sono profundo, só despertado pela fome, no inicio da noite.  Um sanduiche do “7 eleven” da esquina resolveu, rapidamente o problema, e voltamos a dormir.   O problema era este:  falta de sono bem dormido.  (Comentei, agora, com meu marido, sobre nosso mau humor de chegada e ele ficou indignado: “eu não estava de mau humor”.  Ah!  Então tá.  Era só eu!)

Nosso almoço foi caro.  TUDO é muito caro aqui.    Roupa, nem pensar.  Objetos de design, impossível.  Bugigangas feitas na China... preço tipo da Roka, no Iguatemi.  Oh! Meus sais!

Domingo nos encontrou descansados e dispostos.  O sol ia e vinha – quer dizer, continuava nublado, o chão molhado, vento prá lá de fresquinho... conseguimos achar a prefeitura.  E uma feira de antiguidades na praça à sua frente que foi objeto de muitas fotos mas nenhuma compra.  E dali fomos até o paradeiro do ônibus de Hop in – Hop out por que decidimos que era mais fácil do que ficar decifrando um mapa complicado.  O ticket é valido por dois dias e dá direito a uma viagem de barco pelos canais.  Foi ótimo.  Nos safamos da chuva, vimos toda a parte da cidade que é emblemática e histórica (para não dizer turística), ouvimos a sabedoria da moça da gravação em fones de ouvido que insistiam em cair da orelha.  Paramos numa praça linda pelas 2 da tarde e entramos num restaurante que anunciava Smorrebrod e eu pedi um.  Eduardo se entusiasmou quando a garçonete disse que por dois o preço reduzia a 70% e pediu mais três. Olhei, inquisidoramente para a moça e falei:  too much?  Ela disse que não, que estava bem.  Quando os pratos chegaram, entendi por que.  O Smorrebrod é um sanduiche aberto, muito caprichado.  Eu pedira um com paté, cogumelos e bacon.  Veio ainda com folhas de alface e pepino e repolho roxo em conserva.  E era uma refeição prá lá de completa....um sanduiche imenso!  Os de Eduardo variaram:  um igual ao meu, um com arenque, outro com pernil de porco.  Este último levamos para o hotel e foi devidamente consumido como jantar!  Aprendemos algo sobre Smorrebrod:  não exagere!  Estavam muito bons.  Assim, a opinião da garçonete era mesmo para enrolar turistas desavisados.... isto também aprendemos.

Depois fomos ao passeio de barco.  Maravilhoso.  O vento devia estar trazendo uma temperatura de 5C e vinha com tudo. Como o sol tinha resolvido ficar à vista, secou rapidamente a água que respingava a cada tanto em nossos casacos já que estávamos  sentados no primeiro banco, atrás do capitão.  E os barcos são tipo barcaças, baixinhas....Como o sol ficou lá em cima, brilhando o tempo todo do passeio,  pudemos curtir toda a vista e nem ligamos para a água que respingando. Entre ventania e sol,  secou logo.  A estas alturas, já estávamos bem contentes com Copenhagen e achando que tinha valido a pena a parada aqui.

Mas, na segunda feira ficou melhor. Sol, só sol. Resolvemos ir ao Palácio da rainha, o Amalienborg, onde, ao ½ dia, há troca da guarda.  Fica relativamente perto do hotel e era perto do museu de design.  Troca de guarda, decidimos, é troca de guarda... e não esperamos o final pois era demorado, nem tinha banda, e o povo era tanto e tão mais interessante do que a troca de guarda...Fomos para o Museu do Design que, claro, estava fechado por que era segunda feira. 

Então, o melhor era comer. O almoço foi no porto de Nyhavn.  É um canalzinho feito porto para veleiros, muitos dos quais parecem ser moradias.  Na calçada ao lado, restaurantes com mesas na rua, casas altas e antigas reconstituídas e pintadas com muitas cores, gente animada por ali comendo ou tomando café, curtindo o sol, uma feirinha de frutas, bicicletas rodando.   Turistas também, claro.  Foi um almoço delicioso, especialmente para meu marido que teve um encontro com sua amiga Guiness junto com um prato de peixe e eu fiquei na salada – ótima – com frango, tratando de compensar o chocolate do outro dia e o pão de centeio integralíssimo que fez a minha cabeça no café da manhã. 

 E depois, fizemos o último tour que nos faltava, com o ônibus – pela ilha de Christianshawn, aqui em frente.  Lá existe uma comunidade que começou com os hippies da década de 70 e é hoje o que há de alternativo do alternativo por aqui.  Até 1980 vendiam-se livremente drogas na rua, o que, agora, está proibido.  Mas o lugar ainda se chama Free Christiania e é o reduto dos artesãos, artistas de todas as áreas, tem muitas crianças e, por isto, sua própria escola.  Lamento que não tenhamos descido ali.  Talvez numa próxima.  Em tempo:  o nome vem de um rei Christian, importante na consolidação da Dinamarca, lá pelos 1700....

Hoje fomos ao Museu do Design,  finalmente, e tivemos a intenção de ir ao Museu Nacional, especialmente pra ver a parte histórica sobre os vikings.   Eu também queria passar no correio e postar uns cartões, coisa que ainda costumo fazer pois acho charmoso receber cartões.  Então o plano era Correio, Museu do Design, Mercado Toverhallerne e Museu Nacional.  O correio, nos informaram no hotel, ficava a duas quadras, no caminho do Museu.  Fomos, estava fechado.  Uma senhora simpática que abordamos na rua nos indicou outro a umas 7 quadras de distancia, no sentido oposto.  Não, vamos ao Museu.  Devemos encontrar outro correio em algum lugar já que vamos caminhar distâncias razoáveis que havíamos  decidido que davam para encarar.    Já falei da maravilha do Museu do Design.  Montes de cadeiras.  Peças de todos os tipos, de designers dinamarqueses, principalmente, mas também franceses do século 18 a 20.  Queria ter estado aqui com Matias, que é arquiteto e entende tudo deste assunto, para conhecer mais.   Pouco design gráfico.  Tirei mil fotos.  A exposição temporária que havia era sobre tecidos e vestimentas, principalmente femininas.  Vestidos autênticos do inicio do século 19, sedas e outras tantas maravilhas que nos fizeram pensar que estudantes de moda teriam gostado de ver. 

E dali fomos ao mercado, para ver e comer.  A comida não foi das melhores – uns Smorrebrod que não chegaram a entusiasmar e um sorvete tipo italiano que ficou devendo aos originais.  Mas o mercado é lindo pela variedade de frutas e verduras, algumas totalmente desconhecidas para nós. 

E então, vamos para o Correio, mandar os cartões.  Pergunta daqui, pergunta dali – detalhe:  não há policiais na rua, não há pontos de informação turística exceto em dois locais, longe de onde estávamos.  Mas conseguimos que alguém nos dissesse que o correio estava mais ou menos onde aquela doce senhora, de manhã, nos havia indicado.  Então fomos.   Era longinho.  Quando o encontramos, ao lado do Museu do Correio e do Telegrafo, estava fechado e um enorme cartaz dizia que havia se mudado para a Pilestraede, 21.  Mais umas três quadras.  Fomos.  No fim da primeira havia um banco e eu sugeri que meu marido sentasse e me esperasse  enquanto eu ia procurar.  Encontrei o numero 19 e nenhum 21.  A estas alturas, eu já bufava de raiva e ele, eu soube depois, bufava de calor pois estava sentado ao sol que hoje brilhou lindo o dia inteiro.  Voltei até onde ele estava e contei que outra moça havia me dito que aquele também tinha fechado e agora estava na mesma rua, na direção contrária, “ali onde parece que não há mais nada, mas tem o correio”.  Muito animador!   Por outro lado, foi bom eu ter de voltar até onde meu marido estava pois dei-me conta que não tinha dinheiro dinamarquês comigo....peguei com ele e fui até onde parecia que não tinha mais nada.  Tinha um prédio enorme, novíssimo, e era o correio.  E estava lotado. E meu numero era o 715 e estavam chamando o 480.  Desisto?  Não.  Vejo que também chamaram o 902.  E depois o 705.  Não entendi nada mas percebi que havia três categorias de fregueses e que a minha era a menos frequentemente chamada.    Assim é que depois de uns 20 minutos me atenderam e em 20 segundos enviei os cartões e aviso a quem os receber, que os guarde com muito cuidado por que me custaram um monte de esforço, carinho e perseverança! UFA!  Nos 20 minutos de espera conversei com uma brasileira que se chama Sandra e trabalha na embaixada brasileira e estava despachando vistos pelo correio.  Comentei meu périplo à procura de um correio e ela me contou que o correio foi privatizado recentemente.  Com isto, fecharam muitas agências, despediram muito pessoal e o serviço ficou mais lento.  Alias, foi ela que me ajudou a pegar a senha pois a maquininha tinha as três opções, devidamente explicadas ... em dinamarquês.  Viva Sandra! Ninguém aqui acredita que turista vá mandar cartões.  A internet não está acabando só com os jornais e revistas.  Está acabando com a boa e velha carta, aquela que demora pra chegar mas vem recheada de novidades que aconteceram há , pelo menos, uma semana.  Outro sentido do tempo...

Com tudo isto, eram 4 da tarde.  O Museu Nacional fechava às 5 e demoraríamos uns 20 minutos para chegar lá...desistimos.  Os vikings terão de esperar por nós.

Então achamos uma pracinha, sentamos e tomamos um café, sem passar muito frio, enquanto umas outras pessoas se enrolavam nos cobertores que os cafés e restaurantes ao ar livre disponibilizam para seus clientes.  Todos os tem.  Alguns tem aquecedores ao ar livre e todos tem velas.  Na praça havia um pianista tocando standards e, na parte com sol, muita gente ainda passeando cachorros, tomando chá com bolos lindos, batendo papo, uma animação só.  Gostoso de ver e sentir.

Acho que os atendentes das padarias daqui ao redor, quando se encontrarem, vão comentar sobre uma velhinha de casaco azul que deve ser maluca:  fotografa tudo que é pão e não compra nenhum.  Eu digo:  não comer todos e cada um dos tipos de pães que vi por aqui requereu TODA a minha força de vontade paleolítica (sou adepta da dieta paleolítica).  São maravilhosos.  Os que o hotel oferece no café da manha são muito variados e apetitosos.  Para não me boicotar demasiado, fiz a opção de comer uma fatia de um pão de centeio integralíssimo – com sementes e tudo – pesado e delicioso, o gosto parecido com um que era feito em Floripa, pela antiga padaria Brasília, ali na praça XV.  Mas melhor, muito melhor.

E vemos muitas crianças.  Os carrinhos são especiais:  todos são pretos.  Super forrados para proteger do frio .  E com capas que cobrem todo o carrinho em caso de muito vento ou chuva.  Alguns são acoplados a uma bicicleta de uma roda.  Na frente, uma espécie de caixa onde vai a criança com a cobertura de plástico adequada.  O pai ou a mãe pedala e anda pela cidade.  Tanto o pedalante quanto a criança estão de capacete.  Muitos pais carregando crianças em “mochilas” naqueles panos que se amarram pelo corpo.  Muitos com mais de uma criança amarrada.  Vi uma mãe com duas crianças – uma na frente, outra nas costas.  Ambas super entrouxadas, touca de lã, casacos, calcas grossas e...pés nus balançando ao leo.  Não entendi.  Mas vimos também adultos super encasacados e de bermudas e sandálias.  Só pode ser tradição viking, mas não vou saber pois não cheguei no museu...

 

 

O contraste arquitetônico da cidade é muito interessante.  O novo e o velho e o muito novo harmonizam de uma forma inusitada, que não te surpreende nem te chama a atenção se não fores um curioso do tema.  A arquitetura nova tem muito de modernismo mas, também, de um novo arrojado que eu não saberia classificar. Ao lado e, às vezes, em cima de prédios antiguíssimos e tradicionais, de tijolinhos formando desenhos geométricos, estão estruturas de metal com vidro, tudo preto, completando andares ou preenchendo vácuos.  Vale a pena ver.

Isto tudo acontece na cidade que pretende ser Carbon Free.  Ciclovias aos montes, bicicletas aos montes, transporte público de primeiríssima e muito menos carros na rua do que em Floripa.  As águas dos canais entre ilhas são monitoradas constantemente e, no alto verão, uma parte é protegida e serve de piscina pública para a população.  Limpíssimas.  Temos tomado água da torneira sem nenhuma consequência desastrosa.  Tudo normal.    E nesta cidade de ar puro – o cinturão verde foi planejado para garantir o máximo de oxigenação para o ambiente urbano – a cor da moda de inverno é o preto.  E já estão usando.  Preto sobre preto.  Penso que nos 7 meses de inverno, em que o sol não aprece mesmo (nublado sempre), as pessoas se vestindo de preto deve aumentar a depressão média da população – apesar da ONU ter medido o nível de felicidade mundial e concluído que os dinamarqueses são os mais felizes do mundo! (?).

 

Registro ainda que, em todos os restaurantes há menus em inglês e quase todo o mundo, inclusive motoristas de taxi, falam fluente inglês.  Isto facilita muito.  Por outro lado, sentimos falta de maior quantidade de informação pública em inglês, para turistas.  No metrô, por exemplo , que gostaríamos de ter tomado para facilitar a locomoção entre os lugares mais distantes, está tudo em dinamarquês e não há funcionários para ajudar.  Nem todas as ruas tem nomes e, como é verão, a cidade está cheia de obras públicas, conserto de ruas, reformas de prédios, estas coisas que, muitas vezes, tapam cartazes e letreiros que poderiam ajudar na orientação dos pobres estrangeiros.  Todas as pessoas com quem falamos, são super gentis.  Exceção aos atendentes da recepção do nosso hotel que funcionam tipo autômato e não estão atualizados sobre certos detalhes da cidade – como, por exemplo, o fechamento do correio e a melhor forma de dois velhinhos chegarem ao aeroporto às 7 da manha.  Um deles nos recomendou pegar o metrô, a 5 quadras daqui.  Depois trocar para o trem que nos levaria ao aeroporto.  Não se importou que temos 2 malas médio/grandes e mais duas mochilas....e que temos mais de 25 anos.   Bem, perdoamos.  Afinal, é um hotel para jovens (mas não fomos os únicos idosos aqui nestes dias...)

Então encerro este longo capítulo e repito. Foi bom, mas não foi paixão. Que venha São Petersburgo.

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